
Cozinha com fogo aberto, gás, óleo quente, salão cheio em dia de movimento: restaurantes e bares estão entre os estabelecimentos que mais exigem atenção na segurança contra incêndio. E são também dos que mais aparecem nas fiscalizações.
Para quem tem ou vai abrir um restaurante em Salvador e região, preparamos um checklist com os pontos que mais pesam na vistoria do Corpo de Bombeiros da Bahia (CBMBA). Use como uma primeira conferência. O que vale para o seu caso é sempre o que está no projeto de incêndio do imóvel.
1. Documentação
- AVCB ou CLCB válido e compatível com a atividade atual. Se o imóvel era loja e virou restaurante, o certificado antigo provavelmente não serve;
- Projeto de incêndio (PPCI) atualizado com o layout real: reforma, ampliação do salão ou mudança da cozinha podem exigir projeto modificativo;
- Laudos e ARTs das instalações (elétrica, gás, manutenção dos sistemas), quando exigidos.
2. Gás (GLP)
- Botijões e cilindros fora da cozinha, em local ventilado, protegido e sinalizado, ou em central de GLP, conforme a quantidade e o que o projeto exige;
- Tubulação, mangueiras, reguladores e registros em bom estado, dentro da validade e instalados por profissional habilitado;
- Nada de botijão reserva guardado no estoque ou embaixo da bancada.
A quantidade de gás também influencia o enquadramento do imóvel: um restaurante pequeno pode deixar de se encaixar na via simplificada (CLCB) por causa do GLP.
3. Extintores
- Na quantidade e nos tipos previstos no projeto, distribuídos de forma que ninguém precise andar demais até o mais próximo;
- Na cozinha, agentes adequados ao risco. Para fritadeiras e chapas com óleo e gordura, vale avaliar o extintor indicado para esse tipo de fogo (classe K);
- Manutenção anual em dia, com etiqueta e lacre, manômetro na faixa verde e teste hidrostático dentro do prazo de 5 anos;
- Sinalizados com a placa fotoluminescente acima do extintor e sem nada na frente (caixas, cadeiras, carrinhos).
4. Saídas de emergência e lotação
- Rotas de fuga livres e portas de saída abrindo no sentido da fuga, sem cadeado ou tranca durante o funcionamento;
- Lotação do salão compatível com o projeto. Mesas extras, área externa coberta ou eventos podem mudar esse cálculo;
- Largura das saídas e corredores respeitada, sem mesas avançando sobre a rota.
5. Sinalização e iluminação de emergência
- Placas de saída e de rota de fuga visíveis de qualquer ponto do salão e da cozinha;
- Luminárias de emergência funcionando: faça o teste desligando o disjuntor e veja se acendem e duram;
- Placas de equipamentos (extintor, hidrante, alarme) fotoluminescentes e no lugar.
6. Cozinha e coifa
- Coifa e dutos de exaustão limpos: gordura acumulada é combustível e um dos caminhos mais comuns de propagação do fogo;
- Instalações elétricas em ordem, sem gambiarras, extensões ou benjamins perto das áreas quentes;
- Equipe orientada sobre o que fazer em caso de fogo em óleo: nunca jogar água.
7. Pessoas
- Equipe treinada para usar extintores e conduzir o público até a saída;
- Brigada de incêndio, quando exigida pelo porte e pela ocupação do estabelecimento.
Os erros que mais reprovam restaurantes na vistoria
- Extintor vencido, obstruído ou sem sinalização;
- Botijão de gás dentro da cozinha;
- Saída de emergência trancada ou bloqueada por mesas e estoque;
- Iluminação de emergência que não acende;
- Layout diferente do projeto aprovado.
Como a Solve ajuda o seu restaurante
A Solve Engenharia é credenciada junto ao Corpo de Bombeiros da Bahia e atende restaurantes e bares em Salvador e Região Metropolitana: fazemos o diagnóstico, o projeto de incêndio (PPCI) com ART, fornecemos e mantemos os extintores, a sinalização e a iluminação de emergência, e acompanhamos a vistoria até o AVCB ou CLCB. Depois, avisamos antes de cada vencimento.
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